Lula se despede da campanha com multidão na Paulista em ato sem nada igual na vida
- 24/10/2026
Presidente Lula durante ato na Avenida Paulista 24 de outubro de 2026 REUTERS/Brian Snyder© Thomson Reuters
Por Lisandra Paraguassu
Rede Viva News
SÃO PAULO, 24 Out (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado a oitava campanha presidencial de sua vida com o que disse ser o maior ato político que já fez na vida, uma caminhada com uma multidão de apoiadores na Avenida Paulista, na véspera do segundo turno da disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Eu participo aqui da campanha há muitos anos das 'Diretas Já' e nada foi igual o dia de hoje”, disse Lula a jornalistas no final da manifestação.
Durante o ato, o presidente chegou a deixar o carro onde estava para subir no caminhão da imprensa para ver a extensão da manifestação de cima. De acordo com a assessoria da campanha de Lula, dois milhões de pessoas estiveram no ato. Não há número oficial de presentes estimado pela polícia.
No que foi seu último ato em uma campanha presidencial, aos 80 anos, Lula conseguiu reunir uma multidão que incluiu desde crianças de colo a idosos, muitos chorando ao ver o presidente passar.
Gisele Passos, empresária de 61 anos, era uma das milhares de pessoas que saíram de casa para a despedida de Lula em campanha. Visivelmente emocionada, ela disse que sua admiração por Lula é antiga.
“Ele está do nosso lado desde sempre”, disse. “Essa movimentação toda me emocionada muito.”
Ao chegar à Paulista, Lula afirmou que o povo tomou nas mãos a sua campanha neste segundo turno. "Neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas que se preocupam com o país, que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas, de pessoas que não querem que miliciano vá para o Palácio do Planalto", afirmou.
Mais cedo, no Rio de Janeiro, Lula também reuniu uma multidão para uma caminhada na praia de Copacabana.
"Hoje nós temos um exército de democratas neste país maior que o Exército chinês, maior que o Exército russo e maior que o Exército americano que é o Exército do Lula, que vai chegar a 13 milhões de soldados e soldadas amanhã", afirmou.
"E vamos ganhar as eleições por uma simples razão: é verdade que o povo quer mudança, e o povo quer mudança para melhor, o povo quer mudança para frente. O povo não quer retroceder e não está longe da nossa memória o que aconteceu no mandato dessa gente nesse país".
Lula se referia ao canal de WhatsApp Exército do Lula, criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), no qual o parlamentar passa a apoiadores "missões" para colocar Lula em destaque nas redes sociais e para fazer críticas a Flávio.
A fala de Lula sobre a participação popular no segundo turno da campanha vem depois de uma série de críticas à campanha petista no primeiro turno, de dentro e de fora do PT e inclusive do próprio Lula, que em reunião logo após a primeira rodada disse que a campanha até o dia 4 de outubro foi a "menos organizada" de que participou desde 1989.
Pesquisas eleitorais divulgadas neste sábado mantiveram o empate técnico entre Lula e Flávio, mas com vantagem numérica para o senador de oposição de um a dois pontos.
(Reportagem adicional de Eduardo Simões, Sebastian Rocandio e Lais Morais, em São PauloEdição de Pedro Fonseca e Alexandre Caverni)














