Governo celebra fim da escala 6 x 1 e critica proposta de Flávio como 'escravidão moderna'
- 15/10/2026
Senado aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40 horas (Foto: Instagram)© Foto: Instagram
Rede Viva News
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebraram na quarta-feira (14.out.2026) a aprovação, pelo Senado, da proposta que acaba com a escala de trabalho 6 x 1. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) classificou o modelo de contratação por hora, defendido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como “escravidão moderna”.
O senador Renan Filho (MDB-AL) também criticou a mudança de posição do candidato à Presidência e lamentou a ausência de Flávio Bolsonaro no plenário durante a votação, ressaltando que, ao mudar de opinião, caberia ao candidato justificar publicamente os motivos.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada em dois turnos, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário. O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado por semana sem corte salarial. O resultado representa uma vitória política relevante para Lula, a apenas 11 dias do segundo turno das eleições presidenciais.
O relator da PEC, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a medida devolve dignidade aos trabalhadores. “Menos trabalho, mais produtividade e sem perda salarial”, disse. A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), reforçou que a ampliação do descanso contribui para a redução do adoecimento laboral e destacou que, apesar de motivações distintas, partidos de oposição recuaram e votaram a favor.
Em pronunciamento após a sessão, Reginaldo Lopes chamou a aprovação de “a maior vitória dos trabalhadores desde a criação da CLT, em 1943”. Autor da PEC 221 de 2019, ele atribuiu o êxito à atuação do presidente Lula e ao apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo Lopes, a proposta tem o respaldo de 80% da população brasileira.
Lopes também reforçou críticas à ideia de pago por hora, defendida por Flávio Bolsonaro, argumentando que esse modelo deixaria profissionais sem previsibilidade de renda, mesmo com despesas fixas como aluguel e alimentação. “A oposição quer a escravidão moderna”, afirmou o deputado, chamando a iniciativa de “vergonhosa”. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) classificou a mudança de posição do senador como “manobra eleitoral” e afirmou que, caso seja eleito, ele poderia revogar o fim da escala 6 x 1.
Renan Filho cobrou explicações sobre a ausência de Flávio Bolsonaro na sessão, lembrando que o candidato votou remotamente enquanto estava em Porto Alegre (RS). Antes da aprovação, o senador havia definido a proposta como inoportuna e motivada por interesses eleitorais.
A PEC estabelece transição gradual: dois meses após promulgação, a jornada semanal cairá de 44 para 42 horas; um ano depois, será reduzida para 40 horas, sem alteração nos salários. A mudança consolida também a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. História de BossaNews Brasil.














