O megaprojeto que pode mudar a forma como o Brasil transporta petróleo para o mundo

  • 21/07/2026

O megaprojeto que pode mudar a forma como o Brasil transporta petróleo para o mundo

Rede Viva News

Revista Fórum - O megaprojeto que pode mudar a forma como o Brasil transporta petróleo para o mundo

A produção brasileira de petróleo tem atingido recordes nos últimos anos, com tendência continuada de crescimento em 2026, quando alcançou 4,340 milhões de barris por dia em abril — alta de 19,5% em relação a 2025.

No pré-sal, são cerca de 4,614 milhões de barris diários de óleo equivalente (petróleo e gás natural), o equivalente a 81,8% de toda a produção nacional.

Até o final da década, estima-se que essa produção atinja 5 milhões de barris diários, segundo o CEO do Porto Sudeste, Jayme Nicolato. O porto fica em Itaguaí, no Rio de Janeiro, e é considerado um dos principais terminais portuários privados do Brasil.

Em 2023, um investimento da ordem de R$ 180 milhões foi aprovado para atender a uma expansão no Porto Sudeste, que receberá uma estrutura para transbordo de petróleo entre navios, a fim de extrair mais petróleo de águas profundas e aumentar a capacidade de armazenamento e deslocamento da produção, especialmente para compradores internacionais.

A produção offshore ocorre a centenas de quilômetros da costa e é armazenada nas unidades flutuantes FPSOs.

O novo investimento na estrutura chamada de ship-to-ship vai permitir o transbordo de cargas de petróleo e derivados entre embarcações localizadas nas águas jurisdicionais brasileiras. As embarcações podem estar em movimento ou ancoradas.

A autorização ambiental para essa operação exige análises de risco monitoradas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Criado por Eike Batista, o Porto Sudeste serviria, inicialmente, ao transporte de minério de ferro, com cais construído para movimentar cerca de 50 milhões de toneladas anuais.

No entanto, a mudança no perfil de carga do porto, hoje controlado pelo fundo Mubadala e pela trader Trafigura, faz crescer os investimentos na infraestrutura offshore. A nova estrutura para transbordo de petróleo inclui um sistema de atracação conhecido como dolphin, uma estrutura independente construída na água para auxiliar na atracação, amarração ou proteção de embarcações.

A ideia é criar pontos adicionais de apoio para navios de grande porte sem a necessidade de construir um cais contínuo ao longo de toda a extensão da embarcação.call to action icon

A limitação é o canal de acesso à Baía de Sepetiba: embora possa receber navios de grandes dimensões, como os VLCCs (Very Large Crude Carriers, ou grandes transportadores de petróleo bruto), que carregam até 320 mil toneladas de porte bruto, eles não conseguem deixar a baía completamente carregados. Para isso, seria necessária uma intervenção de dragagem capaz de ampliar as condições de navegação do canal.


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Top 5

top1
1. Roar

Katy Perry

top2
2. Señorita

Shawn Mendes e Camila Cabello

top3
3. Let you love me

Rita Ora,

top4
4. Rádio

Rede Viva

top5
5. Rádio

Rede Viva

Anunciantes