Quem são os 22 deputados que votaram contra o fim da escala 6×1
- 28/05/2026
Quem são os 22 deputados que votaram contra o fim da escala 6×1
Rede Viva News
Revista Fórum - A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27) o fim da escala 6×1, garantindo jornada de trabalho de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso remunerado. O substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) recebeu amplo apoio, consolidando uma vitória histórica para trabalhadores e para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta, já aprovada em comissão especial, não reduz salários e estabelece um período de transição de 60 dias, permitindo carga horária de 42 horas semanais antes de alcançar as 40 horas definitivas em até 12 meses. Após a aprovação em dois turnos, o texto segue para análise do Senado, mantendo o compromisso de garantir direitos e estabilidade para os trabalhadores.
O contexto político e a resistência da direita
Embora a maioria dos parlamentares tenha apoiado a medida, 22 deputados resistiram à mudança, votando contra no primeiro turno. Entre eles estão nomes ligados ao bolsonarismo e ao centrão, incluindo membros do PL, do MDB e do Novo. Essa resistência, no entanto, não impediu a aprovação da proposta, que contou com ampla base de apoio de partidos de esquerda e centro.
A maior parte da bancada do PL, que historicamente se posicionava contra o fim da escala 6×1, acabou cedendo diante do constrangimento e do impacto eleitoral negativo, votando a favor da proposta. Entre os casos emblemáticos está Nikolas Ferreira (MG), que, apesar de ser um nome de destaque do partido, votou favoravelmente, sinalizando o enfraquecimento da resistência da direita no plenário.
A mudança de voto do PL evidencia que a pressão popular e a cobertura negativa sobre a manutenção da escala 6×1 influenciaram decisões individuais, sobretudo em ano eleitoral.
Lista dos 22 deputados que votaram contra
1 - Adriana Ventura (Novo-SP).
2 - Bibo Nunes (PL-RS).
3 - Carlos Chiodini (MDB-SC).
4 - Caroline de Toni (PL-SC).
5 - Daniel Freitas (PL-SC).
6 - Daniela Reinehr (PL-SC).
7 - Fabio Schiochet (União-SC).
8 - Fausto Pinato (União-SP).
9 - Gilson Marques (Novo-SC).
10 - Julia Zanatta (PL-SC).
11 - Kim Kataguiri (Missão-SP).
12 - Lucas Redecker (PSD-RS).
13 - Marcel van Hattem (Novo-RS).
14 - Mauricio Marcon (PL-RS).
15 - Nicoletti (PL-RR).
16 - Paulo Marinho Jr (PL-MA).
17 - Pezenti (MDB-SC).
18 - Ricardo Guidi (PL-SC).
19 - Ricardo Salles (Novo-SP).
20 - Rosangela Moro (PL-SP)
21 - Sérgio Turra (PP-RS).
22 - Zé Trovão (PL-SC).
No segundo turno da votação, alguns parlamentares que haviam votado favoravelmente ao fim da escala 6×1 deixaram de votar, já que a vantagem era confortável. A votação confirma o enfraquecimento da extrema direita, com votos contrários diminuindo de 22 para 19.
Impacto sobre trabalhadores e perspectivas futuras
A aprovação representa uma vitória concreta para milhões de trabalhadores, que passam a ter direito a dois dias de descanso por semana, um avanço histórico na legislação trabalhista brasileira. Especialistas apontam que a medida fortalece a agenda do governo Lula na defesa dos direitos trabalhistas e evidencia o compromisso com a justiça social.
Além disso, o resultado envia um recado político claro: a resistência bolsonarista e de partidos de direita não conseguiu impedir a implementação de uma pauta de amplo apoio popular. O caso evidencia a dificuldade da direita em sustentar posições impopulares em temas diretamente ligados ao bem-estar dos trabalhadores.













