Hugo Motta retruca Arthur Lira em briga sobre manutenção do mandato de Glauber Braga
- 13/12/2025
Hugo Motta retruca Arthur Lira em briga sobre manutenção do mandato de Glauber Braga
Rede Viva News
Revista Fórum - A negociação, conduzida pelo presidente Lula e pelo PT, que salvou o mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ) na Câmara Federal, colocou Arthur Lira (PP-AL), criador da articulação em torno de sua sucessão na Presidência da Casa Legislativa, em rota de colisão com Hugo Motta, a criatura.
Inimigo declarado de Glauber, que denunciou o grande esquema de corrupção no chamado Orçamento Secreto, Lira atacou Motta em grupo de WhatsApp e classificou a condução da Câmara pela sua criatura como "esculhambação".
“Tem que reorganizar a Casa. Está uma esculhambação”, escreveu o cacique alagoano.
Lira ainda atacou diretamente o sucessor, lembrando que o “PSOL representou contra o presidente Hugo na PGR", em razão da representação do partido contra a ordem de agressão e retirada à força de Glauber da Câmara.
Procurado pela Globo para comentar as declarações, Motta retrucou e dobrou a aposta sobre seu criador.
"A Presidência da Câmara não se move por conveniências individuais, nem deve servir como ferramenta de revanchismo", afirmou.
Destilando desfaçatez após aprofundar a crise com o judiciário para tentar preservar o mandato de Carla Zambelli (PL-SP), Motta afirma que trabalha para manter "o respeito entre os Poderes".
"Trabalhamos esta Casa com total imparcialidade, exercendo nossas responsabilidades com seriedade, equilíbrio e abertura ao diálogo. Nosso dever é garantir o pleno funcionamento das instituições, acolhendo todas as vozes do Parlamento e mantendo o respeito entre os Poderes", emendou.
Corrupção no Orçamento Secreto
Com a manutenção do mandato, Glauber Braga seguirá denunciando o esquema de corrupção montado por Lira com o orçamento secreto na Câmara Federal. As denúncias, representadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), são alvo de investigação determinada pelo ministro Flávio Dino e já detectou fraudes e desvios em emendas de diversos parlamentares bolsonaristas e do Centrão.
A promessa foi feita por Braga após a votação do relatório pedindo sua cassação no Conselho de Ética, quando entrou em greve de fome e ficou acampado na Câmara.
"Eu tomei a decisão inconciliável, irrefutável de que não vou ser derrotado por Arthur Lira, não vou ser derrotado pelo orçamento secreto, não vou ser derrotado pelo sócio minoritário dessa história que foi o MBL", disse à época.













